Pesquisar este blog

terça-feira, janeiro 21, 2020

O Cosmo Yorùbá - parte 1 - Introdução, visão geral do cosmo e ligação com astros

O Cosmo Yorùbá

INTRODUÇÃO


Este texto vai abordar uma parte bastante básica, mas, ao mesmo tempo, intrigante da religião Yorùbá que é o cosmo Yorùbá. É um tema difícil de ser abordado de forma original e quando decidi trazer esse assunto venho com a proposta de não cair no lugar comum de tecer uma teia emaranhada de referências que trazem complexidade e pouco ajudam as pessoas a entender a religião.


Alerto a todos. Este texto contém informações originais e importantes. Não perdi tempo. Tudo o que está escrito aqui tem uma razão prática.


Quando tratamos do cosmo, principalmente, e por seguinte da teogonia estamos no limiar onde a religião, por vezes, pode encostar na ciência em relação a forma como ela explica coisas e por outra a ciência explica a mesma coisa. Ao longo de toda a história da humanidade isso trouxe bastante confusão para a religião e um pouco de problemas para a ciência.


Quando tratamos de religião em seus aspectos de Fé, devoção e esperança nunca vamos ter problemas, mas, quando tratamos da forma como a religião explica o mundo e a vida para as pessoas, trazemos junto 2 complexidades. A primeira, são os laicos que contestarão os modelos metafísicos da religião, comparando-os com os modelos teóricos ou experimentais da ciência. A segunda trazemos a complexidade inadequada que mencionei no início, de tratarmos de uma tema, apenas por ele só, é a religião em um círculo vicioso dentro dela mesma, sem trazer um significado útil as pessoas.


Defendendo a religião, minha posição é que esta exposição é inadequada, a religião não pode ter a presunção ou o objetivo de explicar as coisas físicas. A religião tem o compromisso com o supernatural e não com o natural.


Os problemas que o catolicismo teve foram causados por um uso inadequado da religião, eles escreveram um livro e os seus fiéis passaram a dizer que tudo no mundo era como foi escrito. Não tenho nada contra a fé deles, mas, alguém não explicou para eles direito o que é religião. Além disso existe um grande componente de poder envolvido em tudo que envolve a teologia católica. Não dá para perdermos tempo tratando com coisas inventadas ou inseridas para criar poder. Os livros sagrados deles e seus dogmas não nasceram de deus ou de jesus, nasceram deles mesmos. Existem decisões de concílios que são absurdos históricos e nunca foram ou serão revistas, trazendo obscuridade a religião católica. Se no passado a igreja esteve mergulhada em um caminho ruim, mas mudou, não se pode preservar esse momento ruim mantendo definições historicamente desprovidas de ética, moral ou razão.


Assim o que digo a todos antes de iniciar o meu texto é que esqueçam esses fatos. Religião trata do supernatural.


Minha visão de religião é bem prática. Religião nos faz pessoas melhores para nós mesmos, para nossa família e para nossa comunidade. Toda religião deve ter essa finalidade. Junto com a visão metafísica da vida e do mundo a religião, de forma, mais útil, nos ensina a lidar com o supernatural. Assim a religião, no meu modo de explicar, não se contêm dentro dela mesma, ela não existe para as pessoas se submeterem a um clero e adorarem um deus, qualquer, o dia inteiro. Isso, quando ocorre é a manifestação negativa do fenômeno religioso.


A religião tem um sentido prático, na visão que eu aprendi, nos faz melhores, como já disse, dá uma visão de futuro para nossa vida, um sentido para existirmos e, por fim, nos ensina a recorrer ao supernatural para resolvermos problemas e situações.

Dessa maneira tudo o que devemos abordar sobre uma religião deve ter esse contexto prático e útil. 


O cosmo se insere nisso, todo mundo tem uma verdadeira fixação por esse tema e sobre a gênese, a história da criação do mundo de acordo com a religião é um dos temas mais populares, todo mundo quer saber.


Ninguém sabe como tudo foi criado, mesmo a ciência tem teorias complexas que mentes simples não conseguem entender. Assim as pessoas buscam na gênese religiosa a explicação sobre a origem de tudo.


Mas a realidade é que fora o aspecto pirotécnico disso, a utilidade é bem pequena, você pode passar a vida toda em uma religião sem saber qual a sua história da gênese e isso não fazer a menor diferença.


A religião Yorùbá é bem completa em sua teologia e desta forma tem sua gênese, é uma história decente e que tem mais de uma versão, isto é, é a mesma história com variações regionais. Ela será abordada no final deste texto, mas, não vamos nos fixar nisso.

O que importa aqui?


O que importa é entender como a religião Yorùbá define o seu cosmo e como ele é composto, precisamos saber disso porque isso é parte do conhecimento necessário para interagir com o supernatural.

Este então é o sentido prático que me faz trazer esse tema.

O cosmo yorùbá


Os yorùbá concebem o cosmo consistindo de 2 partes distintas e reinos inseparáveis. O Àiyé é o mundo natural ou físico ou tangível e o Órun (Ọ̀run) é o mundo espiritual, reino dos ancestres, deuses e espíritos.


Essa concepção cósmica é materializada pelos yorùbá através de uma cabaça dividida em duas partes, um hemisfério superior e um hemisfério inferior. O hemisfério superior representa o Órun (Ọ̀run) e o inferior o Àiyé.


A borda que une as 2 metades pertence a Órunmila (Ọ̀rúnmìlà), a Ifá que é a comunicação divina entre os dois reinos e a Exú (Èṣù) que é o mensageiro e o portador do axé (àṣẹ) de Olódùmarè. O opon (Ọpọ́n Ifá) é a ferramenta do Bàbáláwo que representa de forma reta, plana, a concepção do mundo segundo os yorùbá. O Bàbáláwo quando usa o opon (Ọpọ́n Ifá) está colocando de forma plana o cosmo yorùbá e é nela que é registrada comunicação entre os reinos através dos Odù de Órunmila (Ọ̀rúnmìlà).


Se a cabaça é a representação do cosmo yorùbá o opon (Ọpọ́n Ifá) é a representação da divisão entre os mundos, é o opon (Ọpọ́n Ifá) que une os 2 mundos, as 2 metades da cabaça e, assim, o que se risca no opon (Ọpọ́n Ifá) é o Odù recebido do órun (Ọ̀run). O opon (Ọpọ́n Ifá) é desta maneira uma representação plana do cosmo yorùbá e por esta razão é considerado sagrado pelos Bàbáláwo que reagem ao seu uso fora do culto de Ifá.

O opon (Ọpọ́n Ifá) pode ser uma tábua retangular e nesse casos os Bàbáláwo dizem que ela remete aos 4 cantos do mundo. O àárín opon (Ọpọ́n) é o meio do opon (Ọpọ́n Ifá) o espaço que representa a intersecção do órun (Ọ̀run) com o Àiyé.


Um outro instrumento significativo do Bàbáláwo é o bastão òpá òsùn ou òpá òṣòrò, o bastão de ferro que identifica o Bàbáláwo. Este é um instrumento de proteção do Bàbáláwo e a figura do pássaro que fica acima é a representação do abutre, ave sagrada dos yorùbá e que leva os sacrifícios para o órun (Ọ̀run).


De acordo com a tradição oral yorùbá, a presença de Órunmila (Ọ̀rúnmìlà) na criação do indivíduo, faz com que ele tenha o conhecimento de todo os objetivos dos seres humanos para sua vida no Àiyé.


Houve uma época que Órunmila (Ọ̀rúnmìlà) podia transitar facilmente entre os 2 reinos, porém depois de uma briga com um de seus 8 filhos ele partiu para órun (Ọ̀run) e disse que nunca mais voltaria.


Os filhos pediram para ele voltar mas ele disse que não seria possível e deu, então, para seus 8 filhos 16 ikins (caroços de dendezeiros) para que pudessem levar para elas suas questões (essa história pertence ao Odù Ìwòrì Méjì).


Devemos ter atenção que os yorùbá não veem o universo como uma cabaça, isso é uma representação artística para o conceito de 2 reinos, o natural e o supernatural que são unidos e inseparáveis. O que importa é que os Yorùbá dividem seus cosmo em 2 reinos, que a comunicação entre eles é através de Ifá e que a casa das pessoas é o órun (Ọ̀run) sendo o Àiyé um ciclo de passagem, um lugar onde as pessoas renascem para viver juntas em uma aventura.


Como está na figura abaixo, temos uma representação artística do cosmo yorùbá, essa representação não tem função litúrgica e não é uma relíquia. É uma trabalho de arte e foi recolhida por Froebenius, no início do século XX.


A metade superior da cabaça é chamada de Igbà Ìwà, a cabaça da existência e representa o mundo espiritual, o órun (Ọ̀run), o domínio de Olódùmarè. A parte inferior representa as águas primordiais a partir das quais o mundo físico foi criado, o Àiyé.

Alerto que ninguém tem que ficar olhando para essa cabaça e falando que é o universo no modelo yorùbá. Como eu disse é uma representação artística uma forma simples de mostrar as coisas para pessoas que tem dificuldade de lidar com o abstrato.

Não pode deixar de comentar que já ouvi falar de gente que está fazendo Igba Ori usando uma cabaça deste tipo. Com sinceridade, essas pessoas comeram obi estragado. Lembro que nem cubanos e muito menos nigerianos sabem qualquer coisa de Ori.

 

Um exame mais detalhado da idéia yorùbá para o modelo do cosmo, como uma cabaça com 2 metades revela, de fato, outro conflito que clareia a integração dos gêneros na concepção yorùbá do mundo e afasta uma visão de paternalista da sociedade, pelo menos na visão da religião.


As duas partes da cabaça se uniam firmemente no início dos tempos, sendo que a parte superior representava Olódùmarè, chamado de Ajàlórun e a parte de baixo representava a feminidade, a terra e a água, chamada de Ajàjáyé. Neste tempo Ajàlórun interagia com Ajàjáyé, mas, um dia ele brigaram por causa do único rato do mato (èkúté) que eles haviam encontrado quando estavam caçando juntos na floresta. Ajàjáyé disse o que o èkúté era dela porque ele estava em seu domínio e ela sera a superior ali. Ajàlórun se retirou com raiva e forçou a separação da Igbá Ìwà em duas partes. Essa separação causou a interrupção da chuva em cair do céu, interrompendo o ciclo reprodutivo do mundo terrestre, como consequência, Ajàjáyé teve que reconhecer a posição superior do céu masculino como cabeça do cosmo. As 2 metades de reconciliaram e tudo voltou ao normal (Idowu, God in yorùbá belief; Abimbola, Sixteen great poems of Ifá).


Não podemos falar do cosmo sem mencionar a divindade Òṣùmàrè, mas de uma forma nova para muitos.


A divindade yorùbá Oxumarê (Òṣùmàrè) é considerada como representada pela manifestação do arco-iris, atenção não é o arco-iris, o arco-iris a representa, e isso representa a ligação entre o órun (Ọ̀run) e e Àiyé. Em termos Yoruba esta é a principal identificação de Oxumarê (Òṣùmàrè), o arco-iris. A associação principal de Oxumarê (Òṣùmàrè), com cobra é feita pela tradição do Candomblé Jeje, que é outra religião, lá trata-se de Dan, não devemos misturar isso.


Oxumarê (Òṣùmàrè) também é representado por 2 serpentes, em yoryba Eré (python, jibóia) com 2 cabeças. Nessa representação esta ligado a saúde. Oxumarê (Òṣùmàrè) é associado com prosperidade e saúde e ainda os yorùbá associam Oxumarê (Òṣùmàrè) a faxa colorida (òjá) usada pelas mulheres para segurar os filhos nas costas.

O arco-iris é como uma cobra colorida ligando a terra ao céu ou o Àiyé ao órun (Ọ̀run). Esta é a principal e mais importante significação de Oxumarê (Òṣùmàrè), é com isso que na religião yorùbá as pessoas devem ter atenção e não com zoomorfismos retrógrados. O que importa é o contexto sacro, teológico, é isso que traduz o orixá (Òrìṣà) para nós.

Existe uma misteriosa correlação entre Oxumarê (Òṣùmàrè) e Olódùmarè como é levemente destacada por Idowu e também por Lawal. A palavra marè significa imenso, infinito ou eterno, aparece em ambos os nomes, Òṣù-màrè e Olódù-marè. O arco-iris seria a comunicação de Olódùmarè e seu par a terra.


Lawal que estuda arte yorùbá cita que Oxumarê (Òṣùmàrè) pode ter tido uma posição muito mais proeminente na religião em tempos antigos. A cobra (Eré) aparece com frequência em motivos da arte yorùbá em uma posição superior, pairando sobre as coisas.
Tenha atenção que Oxumarê (Òṣùmàrè) não é identificado com qualquer cobra e sim um tipo específico.



Na figura anterior, um agere Ifá, conteiner onde o Bàbáláwo armazena os seus ikins, podemos ver a figura da cobra sobre tudo, como que protegendo as figuras humanas. A figura masculina é identificada como um Bàbáláwo e essa representação relembra o mito que Oxumarê (Òṣùmàrè) faz a ligação entre o órun (Ọ̀run) e o Àiyé, transmitindo os segredos cósmicos para a divindade Órunmila (Ọ̀rúnmìlà).


Considerando que Exú (Èṣù) é uma divindade que também está associada a essa comunicação não é incomum os desenhos da cobra aparecerem junto com os de Exú (Èṣù) em altares dedicados a Exú (Èṣù).


Minha visão é um pouco diferente, Exú (Èṣù) é a divindade que porta o axé (àṣẹ) entre o órun (Ọ̀run) e o Àiyé e é quem leva os sacrifícios junto com o Oxéotuwa, conforme documentado nos versos do Odù Oxéotuwa (Ọ̀ṣẹ́-Otùwá). Atribuir a comunicação a Exú (Èṣù) pode ter sido uma simplificação de conhecimento que foi se perdendo. Neste modelo, sim existe espaço para que Oxumarê (Òṣùmàrè) seja a divindade da comunicação entre o órun (Ọ̀run) e o Àiyé.


Minha experiência pessoal como Bàbáláwo, com isso trouxe muita ligação com o orixá (Òrìṣà) Oxumarê (Òṣùmàrè). Quando evolui com minha prática uma das coisas que tive que fazer foi o assentamento para Oxumarê (Òṣùmàrè). Veja que, venho de Candomblé e não sou de fazer assentamentos como negócio e muito menos como placebo, minha visão de assentamentos é muito distinta dos placebos comercializados por cubanos e nigerianos, tenho o mínimo que preciso e tudo o que tenho foi extensivamente demandado a mim, Oxumarê (Òṣùmàrè) foi um desses.


A ligação enter Exú (Èṣù), Oxumarê (Òṣùmàrè) e Olódùmarè aparece inclusive na abreviação dos nomes. Oxumarê (Òṣùmàrè) é abreviado como Éṣùmàrè e Olódùmarè é abreviado como Èdùmàrè (Abraham, Dictionary of modern yoruba).

Algumas referências e trabalhos de arte yorùbá podem sugerir uma relação de Oxumarê (Òṣùmàrè) com a própria terra, Ilé Àiyé, mas isso não tem comprovação hoje, faltam melhores informações, apenas existe a sugestão que essa divindade teria um papel maior no contexto teogônico. Apesar essas informações que coloco aqui já são bastante significativas do que apenas ficar tratando Oxumarê (Òṣùmàrè) de uma divindade-cobra, lembrando que na religião yorùbá não temos casos de zoomorfismo entre divindades e o próprio Oxumarê (Òṣùmàrè), como disse deve ser representado pelo arco-iris.
 

A ligação dos yorùbá com corpos celestes


O cosmo yorùbá é concentrado na nossa vida no Àiyé, conforme disse, são dois mundos. Nesse cosmo o papel de outros corpos estelares como sol, lua e estrelas é bem reduzido. Não existe nenhum mito que explique a criação deles, eles apenas existem. Também não tem nenhuma importância especial.


O sol é Oòrùn e a lua é Òṣùpá. As estrelas são ìràwò. Todos esses corpos estão sob o controle do axé (àṣẹ) de Olódùmarè e existem para sustentar a vida no Àiyé através da luz e das marés. As estrelas são apenas filhos ou filhotes da lua.


Nos versos de Ifá o Sol fez o ebó (Ẹbọ) recomendado de modo que ele sempre brilha, é a prosperidade perene e a lua que não fez o ebó (Ẹbọ) recomendado tem a prosperidade vaga-lume, aquela que se ganha e perde.


Os movimentos solares e lunares estão associados com os 4 pontos cardiais, que também nessa religião não assumem nenhum significado especial. O leste é chamado de ìlà órun (Ọ̀run), o oeste de ìwọ̀ órun (Ọ̀run), o norte de àrìwá e só sul de Gúúsù. Existe a crença que eles são monitorados por uma divindade de 4 cabeças chamada de Olórí mẹ̀rin. Cada ponto é associado a uma divindade principal, mas isso varia de lugar para lugar. Xangô (Ṣàngó) é normalmente associado com o leste, Oxalá (Òṣàlá) é associado com o norte, Órunmila (Ọ̀rúnmìlà) com o oeste e Odùduwà como sul.


Além disso é feita a associação dos pontos cardiais com a duração do dia, desta maneira o nascer do sol é associada ao leste (áfẹ̀mọ́júmọ́), a manhã ao nordeste (òwúrọ̀ / àárọ̀), o meio dia ao norte ( ọ̀sán gangan), tarde ao noroeste ( ọ̀sán), o crepúculo ao oeste ( aṣálẹ́), a noite ao sudoeste (alẹ́), a meia-noite ao sul (ọ̀gánjọ́) e depois a meia-noite a madrugada ao sudeste (òru).


A semana tradicional yorùbá era associada aos movimentos da lua, por isso era de 4 em 4 dias. O mês yorùbá era calculado como o período entre 2 luas iguais, o que fazia um mês com uma média de 28 dias e um ano com 13 meses.

A lua tem uma relação com as cerimônias ou festivais devido ao calendário ser lunar. Em termos de fenômeno da natureza é mais significativa o trovão e o raio do que lua ou sol.

Apesar destas relações listadas não posso relacionar nenhuma influência dos astros em liturgias ou oferendas, em versos de Ifá que eu li, nunca encontrei nada que fosse relevante.


Existe uma associação de Odù com pontos cardiais, mas, isso tem origem em um único material que é o livro de Leo Froebenius, escrito no início do século XX. É a fonte única para esse tema. No livro existe a associação dos 4 Odù iniciais com os 4 pontos cardiais, mas, sem nenhuma explicação melhor, apenas isso e nenhuma referência ao que dizer dos demais 12 signos, eu sugiro ignorar isso, essa não é uma boa referência.

Dessa maneira aqueles ligados a exoterismos que buscam na religião yorùbá os seus ganchos, lamento, a relação entre a religião yorùbá e o supernatural não passava pelos astros do céu, os yorùbá eram totalmente ligados na terra.








Nenhum comentário:

Postar um comentário