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segunda-feira, dezembro 26, 2011


Os Oráculos e suas mensagens



Não podemos dizer que os oráculos sejam limitados em suas informações. É isso o que vai ser explicado aqui. Entender isso é um dos pontos mais importantes para entender o uso dos oráculos de confirmação.


Revendo uma informação que já tratamos um oráculo é composto de 4 elementos:
  • O divino que tem conhecimento sobre você e sobre tudo o que o cerca;
  • um mensageiro para receber as mensagens e manter a comunicação com o divino;
  • um instrumento para essa comunicação;
  • um método para essa comunicação.
Esta estrutura não é alegórica, ela é bem precisa.


Entendendo que o divino é sempre o mesmo e que cada oráculo não é uma divindade por si, própria ou diferente e sim um meio de comunicação, o que varia no modelo é apenas a questão do instrumento e do método e não do conteúdo.


O que vai diferenciar os oráculos não é o conteúdo ou o conhecimento das verdades e sim suas características de comunicação. Claro que estamos falando aqui dos oráculos da religião Yoruba, não estamos comparando de oráculos em geral.


Para poder explicar isso vamos fazer uma metáfora com uma situação comum. Se você quer conversar com um amigo, hoje em dia, você tem muitos meios. Você pode decidir falar com ele pessoalmente e esta será uma comunicação muito rica, porque além da linguagem farta você terá expressões, gestuais e tons de voz para transmitir o que quer. 
 

Você pode ainda falar com ele por telefone. Ainda será uma comunicação bem rica, porém com recursos mais reduzidos em relação a falar pessoalmente, porque você perde a comunicação visual. Com isso existem até situações em que você prefere tratar pessoalmente de assuntos ao invés de usar um telefone. 
 

Você pode optar também por escrever uma carta (ou e-mails para ser mais moderno), o que diminui muito a capacidade de comunicação. É bastante trabalhoso e perde-se muito com a falta de interatividade, do contato visual e do tom de voz. Além disso, exige das 2 pessoas a capacidade saber ler, escrever e interpretar textos.


Mas hoje em dia existem situações que usado um SMS, um e-mail, um Instant messenger (como o MSN) ou uma postagem em uma rede social resolvem, é uma comunicação simples, com muito conteúdo, assincrona e que dispensa o formalismo de uma comunicação pessoal.


No fim da linha podemos imaginar o que seria uma das mais restritas formas de comunicação que seriam os telegramas, ou quem sabem, sinais de fumaça...


Observem, cada método de comunicação tem suas regras, forma de serem empregados e capacidades distintas de oferecer comunicação, o que pode tornar a conversa mais difícil ou mais longa, mas, os interlocutores não mudam. Assim os problemas são os mesmos e o conhecimento deles também, só mudou o meio de comunicação.


Na questão dos oráculos da religião é o mesmo contexto. Existe o mesmo consulente e o mesmo mensageiro, que tem a capacidade de usar o oráculo. O divino, que é quem tem o conhecimento do problema, é o mesmo. O que diferencia os oráculos é apenas a forma de usar e a objetividade e praticidade de suas mensagens.


Vamos explorar um pouco a questão do conhecimento do conteúdo. Entre os oráculos Yoruba, o de Ifá se destaca dos demais em relação ao seu conteúdo. A razão disso é teológica. Segundo a religião, somente Órunmilá (Ọ̀rúnmìlà) testemunha o que conversamos com Olódúmarè antes de voltarmos ao Àiyé. Órunmilá (Ọ̀rúnmìlà) têm, dessa maneira, conhecimento do nosso destino e dos nossos objetivos de vida.


Por essa razão o oráculo de Ifá deve ser usado quando necessitamos que saber de coisas que envolvam profundamente nossa vida e nós mesmos. Ele fala do nosso destino e das nossa questões de vida como nenhum outro, porque Ifá é o oráculo de Órunmilá (Ọ̀rúnmìlà) e Odù é o elementos de comunicação entre Órunmilá (Ọ̀rúnmìlà) e seus sacerdotes.


Os demais oráculos acessam outras divindades. Quem responde à nós em um oráculo será Exu (èṣù), os Orixá (òrìṣà) e nosso Orí. Essas divindades tem as informações de nossa vida, de nossos problemas e de tudo o que nos cerca. Em muitos casos serão as mais apropriadas para a maior parte das consultas e problemas que temos que lidar. Essas divindades são as que falam conosco através do owó ẹyọ mẹ́rindílógún, do Owó-ẹyọ merin do Obì, etc...


O owó ẹyọ mẹ́rindílógún será o melhor oráculo para tratar qualquer coisa relativa à religião, ou à vida religiosa do sacerdote, Iyàwó e sua casa. Nada vai substituí-lo e não adianta Babaláwo se arvorar em querer resolver essas questões. Muitos acham que Órunmilá (Ọ̀rúnmìlà) estaria acima de tudo e por isso pode tratar de qualquer questão.


Na minha visão NÃO. Assim como questões que envolvam o dia a dia da pessoas e suas decisões e orientações irão ser melhor atendidos com um Obì ou com o jogo de búzios (owó ẹyọ mẹ́rindílógún).


O que vai alterar então, no uso do oráculo, como expliquei, é o instrumento usado, uma vez que, volto a afirmar, o oráculo não e uma divindade por si só. É importante ressaltar esse ponto porque as pessoas confundem muito isso. Com razão, até. Primeiro, porque Órunmilá (Ọ̀rúnmìlà) é muitas vezes chamado de Ifá e vice versa. Mas isso é apenas um hábito. Ifá é o oráculo e Órunmilá (Ọ̀rúnmìlà) é quem é a divindade. Outras pessoas atribuem os oráculos a divindades específicas, como Oxun (Ọ̀ṣun) ou mesmo Exu (èṣù) ao owó ẹyọ mẹ́rindílógún (jogo de búzios) e claro existe os mitos de Obí.


É natural que em uma religião que tem um aspecto de fetiche e que atribui um espírito a cada coisa ou a muitas coisas, que as pessoas pensem que ao usar um oráculo estejam falando com uma divindade. Mas isso é incorreto. Não contribuiu para o entendimento do processo. O oráculo é um instrumento, um meio de comunicação que tem um método de usar associado a ele. As divindades que nos respondem estão no Órun (ọ̀run) e atentas para nos ajudar.


Este modelo que estou declarando não é baseado em alguma tese copiada de alguém. É resultado do que conheço e da minha experiência prática em usar todos esses oráculos. Muitas pessoas se especializam em um oráculo, eu não. Procurei conhecer e usar extensivamente todos eles de maneira que posso afirmar por razão própria que o oráculo é um instrumento mas o divino é o mesmo. 
 

Cada oráculo, como instrumento tem uma forma de usar e um método de interpretar suas mensagens. É necessário que o mensageiro, o olhador, aprenda primeiro como o oráculo é usado para poder então fazer uso do instrumento para outras pessoas.


A forma como cada um transmite informações varia de, bem objetivo, como responder SIM e NÃO, a dar uma visão ampla sobre o consulente, como fazem Ifá e o jogo de búzios (owó ẹyọ mẹ́rindílógún). O Obì se situa no meio disso, ele permite tanto ser usado com perguntas simples como também para trazer mensagens mais amplas e subjetivas que devem ser interpretados.


Os instrumentos de SIM e NÃO, são bastante objetivos e muito úteis no seu uso. A pessoa deve buscar as perguntas certas e ir fazendo-as em sequencia. Este é um dos grande segredo do seu uso, saber o que e como perguntar, mas isso só se aprende com prática. Muitos casos podem ser resolvidos facilmente com perguntas dessa natureza. Seja para obter confirmações simples como também detalhar situações, os oráculos de SIM e NÃO podem ser usados. São rápidos e objetivos e sabendo fazer as perguntas certas na ordem certa você vai atingir resultados excelentes.


Eles são limitados como instrumento de uso geral porque podem tornar uma coisa extensiva e pouco prática a analise da situação de um consulente. Imaginem ter que fazer dezenas de perguntas para entender uma situação. Para esses casos os oráculo de Ifá e jogo de búzios (owó ẹyọ mẹ́rindílógún) são mais próprios. Eles trazem muitas e complexas informações ao mesmo tempo dando uma visão abrangente do consulente. Porém, devem ser interpretados e essa interpretação exige aprendizado, conhecimento e inteligência, o que faz o seu uso mais especializado do que os oráculo de confirmação.


Os oráculos podem ser usados em conjunto. Tanto o oráculo de Ifá e jogo de búzios (owó ẹyọ mẹ́rindílógún) tem formas de responderem a perguntas de SIM e NÃO, mas, mesmo assim, ainda são mais trabalhosos. O olhador pode lançar mão de outros instrumentos junto com esses para facilitar o seu processo de consulta.

segunda-feira, dezembro 19, 2011

A comemoração do Natal e o Candomblé

Este texto foi publicado em janeiro de 2011.  Estou republicando o texto revisado, uma nova versão.  O momento é oportuno para as pessoas refletirem que opção elas fizeram.

Eu gostaria de colocar algumas posições sobre a questão do Natal e do Candomblé.

A chegada do Natal traz um certo dilema para os religiosos mais conscientes. Certamente não traz nenhum problema para aqueles alienados e inconsequentes. 

Mas, uma pessoa que durante todo o ano abre a boca cheia de dentes para se dizer sacerdote de uma religião como Candomblé deveria pensar muito em como se portar nesse período do ano. Afinal não pode existir nada mais rizível e sem cabimento do que pessoas que se chamam de sacerdotes do Candomblé, falando em menino jesus, presépio, louvando o nascimento do messias e salvador, citando a biblia, se dizendo espíritas, etc... 

Coisas que cabem muito bem a um católico praticante, a um padre mas não a uma pessoa que representa uma outra religião.

E não me venham com argumentos de ecumenismo, ou que respeita muito Jesus, ou que seus orixas estão baixo de Deus e Jesus, ou que já foi batizado naquela religião e por isso tem que respeitar pelo resto da vida. Isso, é no mínimo, ridículo. Todo sacerdote inteligente respeita as demais religiões, deve até se informar sobre elas, mas, jamais, por mais que conheça ou tenha conhecido se manifesta por elas.

A pessoa que é sacerdote de uma religião tem por dever transmitir e viver de acordo com a Fé que ela representa. Um sacerdote não é apenas um simpatizante ou um frequentador. Ele é um pilar da religião. Se ele tem Fé naquilo que representa ele deve viver a sua vida com os elementos de sua fé. Isso não significa que as demais religiões sejam ruins, significa apenas que em algum momento aquela pessoa fez uma opção por um modo de vida muito especial e por uma forma específica de compreender a sua existência.

Se enquadram na categoria de sacerdotes, os babalorixás, as iyalorixás, os egbon, os ogans e ekeji e todos os iyawos. Essas pessoas se iniciaram em ritos que as transformou em portadores de axé e dessa maneira sacerdotes, que de acordo com a estrutura clerical do Candomblé, tem funções específicas.

Para esses iniciados minha palavra é: dignifiquem a opção religiosa que fizeram. Transmitam a sua religião.  Se não conhecem a sua religião então, procurem aprender. Parem de citar a biblia e Jesus. Parem de citar Kardec. Isto é ridículo. Procurem na sua religião a fonte de inspiração para o que querem transmitir. Procurem na sua religião os exemplos que tem que dar.

Dessa maneira a primeira coisa que eu estou chamando a atenção é que sim, sacerdotes do Candomblé devem observar um respeito e uma distância de ritos natalinos católicos. Devem observar o que falam e se manter distantes dos acontecimentos religiosos. Nada de missas, novenas, e discursos falando de Jesus, Maria e toda a família. Devem se dar ao respeito e transmitir esse respeito.

O comportamento do Candomblecista não deve ser diferente das pessoas de outras religiões como Judeus, Hinduistas, Budistas, etc... Lembrem-se, existem muitas religiões no mundo e todos passam pela mesma situação. Eu não vejo Rabinos falando de Jesus e do nascimento do salvador, mas, vejo candomblecistas  falando isso.

Assim a primeira coisa é respeito e distância. Se você já foi católico e montou presépio, esqueça! Isso não te pertence mais. A gente não deve misturar nossas questões pessoais, origens e preferências com a prática do sacerdócio que deve servir de exemplo para outras pessoas.

Eu não vejo problema nos Candomblecistas incorporarem o Natal como uma comemoração de integração da família e de fraternidade. Existe na prática muito mais no natal de ser uma comemoração da fraternidade do que do catolicismo. Já é assim no nosso dia a dia.

Para a religião Yorùbá, a família é o núcleo mais importante. Tudo o que valoriza a família e exalta as relações familiares e fortalece os seus lações esta completamente alinhado com a religião Yorùbá. No Candomblé infelizmente isso é muito esquisito, por isso que eu em muitas coisas menciona e religião Yorùbá e não o Candomblé.

Religião é uma coisa para se cultivar em família, com toda a família. O templo religioso, o espaço religioso e suas cerimônias é uma lugar para ser frequentado pela família toda, todos juntos. A maior parte da casas transformou o terreiro em um lugar tão esquisito e tão ruim que muita gente não tem coragem nem de recomendar nem de levar sua família.

Esta errado o babalorixá que não respeita seus yawos como mães ou pais de família. Esta errado o babalorixá que faz com que a família religiosa seja mais importante que a carnal ou que as obrigações religiosas sejam mais importantes do que as obrigações, deveres e lazer familiar. A família é o núcleo mais importante na religião Yorùbá.

O Natal é assim uma excelente oportunidade para as pessoas de uma religião que valoriza a família e a descendência comemore e exalte isso. O Candomblecista deve se integrar ao Natal como a sua celebração da família e da fraternidade, porque um outro valor muito importante é o da sociedade. Uma pessoa é parte de uma sociedade e não existe sentido em uma vida sem que essa pessoa seja útil para sua sociedade.

O Candomblecista pode dessa maneira se integrar completamente ao período natalino, como uma oportunidade também sua, não deixando os seus seguidores perdidos entre a omissão e a adoção de ritos de outra religião. Deve se posicionar e ter apenas o cuidado de não se integrar aos católicos com a comemoração religiosa deles, que é apenas uma parte do Natal. Nada de referências a Jesus, aos Reis magos, etc... Se a pessoa não sabe o que dizer nesse período, procure primeiro aprender ou ficar de boca calada.

Festas, presentes, amigos ocultos, jantares familiares são bem vindos. Comemore seus amigos.

Quero lembrar a todos que Deus é uma palavra de todos, não significa Deus dos católicos. O Deus católico é Javé, ou Jeová. O dos candomblecistas é Olódùmarè.

E para os Umbandistas?  Fácil o Natal é uma festa também para eles. A Umbanda não é uma religião afro-brasileira, é uma religião brasileira e tem base católica. O Natal é um elemento perfeitamente absorvível por ela e seus sacerdotes podem se posicionar como quiser.


Contudo lembro a todos que o Natal não é uma festa católica em sua essência. O Natal é e sempre foi uma festa pagã, ou seja, não cristã. Montar arvore de natal, papai noel em trenó e com saco de presentes nas costas, não faz parte do catolicismo.


Quem quiser conhecer a origem do natal basta da uma googada e ver que o Natal não é uma festa católica é apenas uma festa que os católicos se apossaram, aqui alguns exemplos:




Ma, não vou falar aqui sobre sua origem e sim sobre o processo de como se apossaram dessa data, porque isso é importante.

A Igreja católica tomou conta do mundo ocidental, não somente pelo poder da palavra, competindo com outras correntes religiosas, mas, principalmente pelo poder da espada e da opressão. Isso não tira o brilho de sua mensagem ou de sua importância para formar pessoas melhores, mas, apenas foi um caminho sujo que baniu religiões e obrigou as pessoas à adotarem. Sempre existiram muitas religiões, várias delas com mensagens igualmente boas. Mas o catolicismo corrompeu o processo natural da história e competiu deslealmente. Nem mesmo o Islã fez isso. O Jihad é uma guerra interior, o Islã quer conquistar o coração das pessoas e por isso nunca proibiu o culto das demais religiões em lugares que foram conquistados por povos que eram mulçumanos (mesmo sendo essa religião oficial do estado).

Mas existiam tradições que eram muitos fortes no povo e não adiantava a imposição para acabar com isso. Nesses casos a Igreja usava a estratégia do sincretismo. Assim nas datas especiais de outras religiões eram criadas datas e comemorações católicas que se realizavam concomitantemente com os festejos concorrentes, com o tempo (dezenas e centenas de anos) e com a imposição em paralelo do catolicismo, as pessoas acabavam esquecendo da razão original e se fixavam somente na comemoração católica.

Foi assim com o hallowenn, o dias de ação de graças, o natal, etc...

Essa é a principal razão pela qual me oponho ao sincretismo. É um processo destrutivo. Não tem nada de riqueza cultural para a religião que perde. A cultura do povo pode se enriquecer com o sincretismo através da criação de novos movimentos e formatos, mas, nunca a religião.

domingo, dezembro 18, 2011

O oráculo e a Fé


Os Oráculos permitem-nos dialogar diretamente com o divino através de suas divindades. 

Os oráculos serão empregados quando necessitamos da intervenção do divino em nossa vida e essa ajuda poderá ser feita através de perguntas e respostas diretas. Vamos exemplificar isso mais extensivamente adiante, mas, a base do oráculo esta na Fé de que o divino nos assiste.


Dentro do contexto religioso, um dos usos mais comuns desses oráculos é para a confirmação de tarefas e liturgias. Existem modelos, receitas e formulas pré-determinadas que são aplicadas para quase tudo o que se faz dentro da religião. 

As liturgias são aprendidas e repetidas conforme foram ensinadas. Os ebós (ẹbọ) são executados da forma e com os elementos que são tradicionais em cada segmento religioso ou casa. O aprendizado disso é parte do dia a dia do sacerdote na religião. Ele irá aprender na prática a forma de executar e empregar e isso irá compor a sua teoria, o seu conhecimento.


Como em todo ofício, existe um conjunto de conhecimentos que devem ser aprendidos e memorizados. Mas, nem tudo se resume a isso. Um sacerdote não é uma pessoa que segue receitas prontas determinadas somente por sua vontade. Sim, existem os métodos, formatos e fórmulas, mas, o divino participa do nosso dia a dia e o oráculo é a forma de dialogar com o divino para obter orientações do que deve ser feito para cada pessoa. 


Esta não é uma religião que tem um deus distante e que a Fé dos seus crentes deve se basear na esperança de ele o esteja ouvindo e na observação de sinais sutis de sua presença. Deus não existe porque os sacerdotes bradam para multidões suas palavras genéricas que são repetidas ä exaustão, estas sim velhas fórmulas que foram escritas por homens. 


A Fé nessa religião se baseia na presença contínua do divino na vida de seus crentes, na interação contínua de deus com eles e na certeza de suas intervenções e orientações individuais. O crente nos Orixá (òrìṣà) vive junto com eles, se dedica a essa crença, segue orientações de vida e também se submete a regras. Contudo junto essa sua demonstração de Fé ele recebe dos Orixá (òrìṣà) e de Olódúmarè.


O oráculo resume essa Fé de uma forma extraordinária e por isso é um dos símbolos maiores da religião dos Orixás (òrìṣà).


O oráculo significa a Fé do crente de que ele não esta sozinha e que é cuidado e acompanhado por seu Orixá (òrìṣà) e Orí. Revela o divino intervêm ativamente e de forma individualizada na sua vida. Revela que a Fé nisso esta cima de tudo e que ele acredita e segue as orientações que o oráculo traz para ele. Revela que ele acredita que as mudanças na sua vida ocorrida após essa consulta ocorrem através da intervenção do Orixá (òrìṣà) na sua vida.


O processo do Oráculo resume a Fé da religião.