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quinta-feira, fevereiro 02, 2012

O Candomblé e a natureza

Para a meia dúzia de fieis seguidores que acompanham o Blog, eu informo que já tem vários textos na agulha para serem publicados, compensando o mes de Janeiro bem pacato que houve. Vou abordar tanto assuntos de Ifá como Candomblé, sempre voltados para o entendimento do que é esta religião.

Como não tenho o hábito que tenho observado em outros Blogs sobre o mesmo assunto, onde as pessoas definem um assunto e escrevem uma meia dúzia de linhas, de informação comum na maior parte das vezes apenas opinativa, os textos me dão um pouco mais de trabalho. Eu coloco minha opinião, é claro, e análise tembém, mas sempre que possível eu adiciona as fontes, referências, mitos e versos que justificam a minha opinião.

Espero dessa maneira construir uma visão mais transparente e crítica sobre os temas. Seria fácil fazer como outros blogueiros mas não iria contribuir em nada eu apenas publicar o que eu penso. Assim as coisas são um pouco mais lentas. Como uma pessoa de fé tenho certeza que isso vai ter resultado.

No fim do ano passado eu preparei um texto e acabei não publicando. Desta forma estou agora publicando. Nesse caso aqui eu apenas expresso minha opinião sobre um assunto, mas, espero que ele toque as pessoas que o lerem. Tenho certeza absoluta que é a opinião de muitos.

Aproveito para pedir que divulguem o link do Blog. Como veem não tenho propaganda no Blog e não ganho em nada com os acessos. Apenas faço minha parte para mudar  e concertar o mundo em que eu vivo, com as bençãos de Orunmila.



Todo fim de ano vem a vontade de escrever alguma coisa sobre o mesmo assunto. Isso ocorre porque participo de alguma cerimonia em cachoeira e ocorre de ver os absurdos que nos revoltam.

Existe uma balela falada por ai que o Candomblé portege a natureza porque dela depende. Sim é fato, mas isso não é nada de especial, a vida depende da natureza. Existe outra balela que se fala que diz que os Orixás são elementos da natureza, rsrsrsrs, claro que não são. Isso é uma bobagem.

Mas em relação à primeira afirmação, as pessoas de Candomblé, seja por desconhecimento, ignorância, mal formação ou mal caratismo mesmo, são pessoas que tratam mal a natureza. Basta ir em qualquer mata frequentada por candomblecistas, qualquer rio frequentado por eles ou qualquer cachoeira. Isso é público e notório.

Basta ir na floresta da tijuca, em mesquita ou qualquer lugar frequentado por essa "nata",

Além, claro, do fato que essas pessoas despejam trabalhos nas ruas, com alguidares, louças, bebidas, animais mortos, como se a população em geral tivesse algo haver com a religião deles e como se o fundo de um fétido caminhão de lixo fosse algum lugar nobre.

Obrigação em rua é sinal apenas de gente porca, não é sinal de religião.

Mas o evento que me mexeu ocorrer em um fim de semana passado ha pouco tempo. Estava eu lá acompanhando um toque na cachoeira de Umbanda, que sempre são muito bons e não existe motivo para recursar um bom convite. Era em um lugar conhecido, usado por muitos centros, dedicado a trabalhos de centros e casas e que tem uma pessoa que zela pelo lugar mantendo-o limpo, aliás, como existem outros na mesma região.

Estava em um platô, um pouco abaixo do caminho que segue paralelo ao Rio. Um lugar simples mas agradável e bem conservado.

Observei que acima de nós, no caminho usados pelos que lá vão, um grupo pequeno, pelas roupas, uma Iyalorixá de Candomblé  e alguns homens nos quais ela passa um ebó. Sim ela passava ebó naquelas pessoas ali, no caminho que as pessoas andavam. O fato de em um lugar tão amplo e com mata em volta uma pessoa passar ebó acima das pessoas que tocavam já me incomodou muito, porque considerei a mais profunda falta de educação. Tinha muuuito lugar para eles fazerem aquilo.

Mas, entretido pelo toque e mais interessado no que era bom deixei aquela infeliz fazendo a bobagem dela. Quando acabou o toque, contufo, pude ver o que aquela infeliz tinha feito, uma lastima. Ao logo do caminho usado por todos, ela havia passado ebó naquelas pessoas, sim, vários ebós em algumas pessoas e isso ao longo do caminho, sujando todo o percurso comum.

Se não bastasse isso havia deixado inclusive ao lado dos ebós e ao longo do caminho os restos de sacos plasticos, caixas e embalagens usadas para carregar os elementos do ebó. Uma sujeira só.

O Zelador do lugar estava muito chateado, porque a pessoa havia sujado aquilo tudo, e não só com os elementos do ebó mas também com lixo comum.

Mas, como ele mesmo confirmou, isso não é uma raridade. É muito comum em pessoas de Candomblé, que vão lá e nada respeitam, deixam sujeira por todo o lugar emporcalhando tudo.

Ha alguns anos eu estive na chamada cahoeira de mesquita, um lugar bem pequeno mas que parecia uma lixeira. Uma lixeira de ebós, com urubu e tudo o mais e pude ainda presenciar o mesmo tipo de ato, a pessoa estava passando ebó em outra justamente no pequeno caminho que se tinha para passar.

Ou seja, a pessoa se dá ao trabalho de ir para uma mata passar um ebó e ao invés de procurar um lugar adequado para fazer aquele trabalho ou aquela descarga de negatividade, os infelizes faziam no caminho comum usado pela pessoas....

Gente, me poupe. Isso é ridículo.

Lamento mas o ato daquela Iyalorixá não é uma excessão, pelo contrário é regra. É isso mesmo, gente ignorante e porca que não se preocupa com a natureza, com o bem comum com o próximo e com a sociedade. Gente mal educada e mal formada.

Gente que diz que o "candombré" é cultura e que dizem que é uma religião ligada à natureza!!  Gente mentiroza e ridícula.

Mas não é apenas isso. Eu mesmo participava de uma casa de Candomblé que fazia as obrigações dentro do terreiro, todas muito bonitas e em feitas, mas, na hora de despachar ebós e resto de trabalhos, o babalorixá mandava o pejigan dele levar aquilo tudo, as vezes volumes grandes, louças ou barro e material orgânico já em alguma decomposição (não muito porque eles não deixavam dar cheiro na casa) para o meio da rua!  Sim, despachava em rua e praças como se os demais habitantes do bairro tivessem alguma coisa haver com aquilo, como se a rua ou a porta dos outros fosse a lixeira dele.

Claro, tudo na calada da noite. Qual o "afundamento" disso? Nenhum, porcaria não tem fundamento e o fundo de um caminhão de lixo não tem nenhum axé. Se o lixeiro ia fazer esse trabalho para ele, então que ele mesmo colocasse no lixo. 
Mas voltando à cachoeira, por incrível que pareça, e minha surpresa, disseram depois que a tal Iyalorixá que tinha visto de longe era na realidade um babalorixá...  do tipo que se veste com roupa de mulher para fazer obrigação de trabalho de orixá...

Lamento muito por ver isso e não podia deixar de registrar. Uns ebós ridículos, mal feitos e ainda executados daquela maneira, sem respeito as pessoas.

E as pessoas de Candomblé ainda enchem a boca para dizer que é uma religião que protege a natureza.... !  Apenas mais uma mentira das muitas que falam.

Eu deixo aqui esse depoimento com o relato e minha opinião sobre isso. O que vi foi real, ninguém me contou. 

Eu faço parte de uma corrente distinta disso. Que acredita realmente em equilibrio ecológico, que se preocupa em respeitar a natureza e as pessoas que vivem no mundo.