Pesquisar este blog

sexta-feira, julho 25, 2014

A religião Yoruba no Candomblé

Parte 7

(leia as partes anteriores)




No texto a seguir estão as afirmações que foram feitas anteriormente com uma rápida explicação sobre elas. Essas explicações são bem curtas e apenas ajudam a entender as afirmações principais.



Uma palavra e ideia resume esta religião, ela é EQUILÍBRIO.

Sua doutrina, em todos os aspectos, é voltada para se atingir o equilíbrio. Toda a simbologia da religião também traduz essa noção de equilíbrio. A religião entende que a pessoa está bem quando esta equilibrada. O equilíbrio se reflete no seu comportamento, nas suas atitudes, nas suas escolhas, na sua sorte e até na sua saúde. O equilíbrio é uma questão energética, da energia vital, chamada de axé e a manutenção do axé é um dos pilares da religião.

A religião é muito rica em liturgias, conhecidos por todos através dos nomes populares de ebó e oferenda. O que todos devem entender é que essas liturgias não são um fim. A religião se utiliza delas para equilibrar o axé das pessoas, de forma que o equilíbrio é que o fim. Nem mesmo a solução do problema é o fim. Será através do equilíbrio que a pessoa vai resolver seus problemas.




A religião Yoruba é baseada na existência de um deus supremo, Olodumare, que criou tudo o que existe e através do seu poder mantém o equilíbrio e o funcionamento do mundo natural.

O poder de Olodumare é supremo e inconteste. Ele não divide sua capacidade e supremacia com mais nenhuma outra divindade e todas as demais divindades foram criadas e subordinadas a ele.

Olodumare não interfere diretamente na vida das pessoas. Ele está acima de tudo e todos, mas criou um conjunto de divindades que são seus intermediários no trato com as pessoas. Tudo no mundo natural é criação de deus e tudo nesse mundo possui igualmente sua atenção e principalmente sua energia.

Esta não é uma religião monoteísta, porque somente a religião judaica-muçulmana-cristã o é. Não é uma religião politeísta porque existe uma divindade suprema. O que define uma religião politeísta não é a quantidade de divindades e sim a qualidade da relação entre elas.

Como muitas outras religiões na terra a religião Yoruba é Henoteísta, que é uma crença com muitas divindades na qual somente uma é a suprema. Mas isso é apenas uma informação técnica.



O centro da religião é a existência humana, a família e a sociedade. As pessoas nascem para serem felizes e viverem juntas. 

As pessoas nascem para viver uma vida em família, com realizações e objetivos. As pessoas nascem porque gostam de viver juntas. A vida é uma aventura com emoções, sensações, prazeres e realizações.

A religião orienta as pessoas na melhor conduta moral mas tem o compromisso maior de suportar as pessoas na realização do seu objetivo de vida.



O indivíduo é o núcleo da filosofia da religião. A existência de uma pessoa é individual e única. A pessoa tem uma concepção exclusiva e personalizada para realizar seu destino. A religião privilegia esta meta e acompanha o individuo do nascimento até sua morte


Entre a decisão de nascer de novo até o nascimento o indivíduo recebe de Olodumare todos os instrumentos necessários para ser bem-sucedido nas escolhas que fez. Estes instrumentos são o seu corpo, a sua divindade pessoal que vai zelar por ela acima de tudo, o axé (energia mágica de Olodumare), o orixá protetor que junto com a divindade pessoal acompanham o indivíduo por toda sua existência e elementos adicionais que são o ori, para a sua prosperidade e o seu caráter, ou iwa pele, porque uma pessoa para ser bem-sucedida de ter um com ori e um bom caráter.

A individualização é outro pilar da religião. A religião não massifica suas mensagens, pelo contrário, apesar do caráter social, existe uma enorme importância na formação e suporte a individualidade. O oráculo de ifá e o culto a divindade Ori são partes disso.

É importante as pessoas não perderem essas 2 dimensões: individuo e sociedade. Elas caminham juntas.



Para tornar a vida das pessoas mais agradável, frente as dificuldades da vida e do mundo, além de ser o seu intermediário na relação com essas pessoas, a divindade suprema, Olodumare, colocou um conjunto de divindades chamadas de Orixás e um oráculo chamado de ifá para suportar as pessoas ao longo de sua vida.


Os orixás, existem pelas pessoas e com as pessoas. Chamar orixá de deuses é uma imprecisão que leva a dar lhes uma dimensão maior e confundir suas atribuições. Orixá está associado às pessoas e a existência humana. Ele representa Olodumarê na relação com as pessoas.

O sentido da existência de um orixá é a vida humana. O orixá representa o compromisso de deus, de Olodumarê, com nossa felicidade. Orixás não são divindades criadas por Olodumarê para cuidar ou representar a natureza.

Orixá não é um deus secundário como no sentido greco-romano, que estabelece funções gerais e abrangentes com domínio sobre a terra e a natureza. Orixás existem para ajudar as pessoas a seguirem o seu caminho de vida permitindo que elas realizem os seus objetivos para esta vida, ou seu destino.

Olodumarê estabelece a existência de uma divindade pessoal, superior aos orixás, no que diz respeito à relação com o ser humano, enquanto que os orixás zelam pela pessoa e também pela família e sociedade.

Para permitir a comunicação entre deus e as pessoas, Olodumarê estabeleceu o oráculo de ifá que transmite a palavra de deus para as pessoas, grupos e até a sociedade.



Esta religião é encarnacionista. As pessoas nascem, vivem, morrem e voltam a nascer através de seus descendentes. As pessoas renascem dentro da sua própria linhagem. Por esta razão é muito importante para a pessoa casar e ter filhos.


Tudo o que a pessoa realizar em vida será pesado em seu retorno ao mundo espiritual. Mas ele somente prestará conta de seus atos e realizações a Olodumarê. Existem tratamentos diferenciados para quem foi uma pessoa boa ou má ou que foi importante ou não para sua família.

Os descendentes possibilitam a pessoa voltar a nascer. Esta visão do processo encarnacionista é muito importante porque torna o processo de encarnar integrado com a visão da religião para a família no centro das relações.

Não existe caráter evolutivo em viver, a religião entende que as pessoas vivem pelo prazer de viver. Não existe o conceito de “karma” ou da pessoa evoluir a cada encarnação para nunca mais encarnar. As pessoas sempre podem querer encarnar novamente, mas, isso pode ser afetado pela avaliação de Olodumarê da vida delas.



A religião envolve, conforta, convive e participa da vida das pessoas. As pessoas são abraçadas pela religião e sentem o divino em sua vida diária, orientado-os, suportando-os e falando com eles.


Esta não é uma religião contemplativa. A religião, através de suas divindades e oráculo, participa ativamente da vida das pessoas as orientando e suportando na busca do caminho da felicidade, da realização dos objetivos de vida e também da solução dos seus problemas.

Deus fala com as pessoas através dos orixás e do oráculo de ifá. A resposta de deus é audível ou visível. As respostas as preces das pessoas serão atos, ações, resultados e mudança no curso da vida. A fé nesta religião é recompensada com a resposta individualizada e com ações resultantes.

Os orixás, a magia, a medicina baseada em folhas e os poderes supernaturais são os elementos que socorrem as pessoas nas suas suplicas pessoais e como resultado da consulta ao oráculo de ifá. A religião não vê deus como onisciente e onipresente. É necessário que as pessoas o procurem através de suas preces e principalmente do oráculo da religião. É no oráculo que as suplicas e necessidades chegam a deus.

Através de liturgias Olodumarê fornece a energia que será usada pelos orixás e sacerdotes para concertar a vida das pessoas.



A religião vê a existência em 2 planos. O plano natural, ou aiye, que é onde vivemos, o mundo natural. Existe ainda o plano espiritual ou o Orun. A vida no plano natural, o aiye, é temporária, vivemos enquanto nosso corpo suporta, mas a existência no Orun é perene.


O aiye e o orun seriam espelhos de existência. A vida existe no orun e continua no aiye. A vida no orun é similar a vida no aiye, mas, aparentemente menos interessante e sem a aventura e o inesperado. A pessoa vem para o aiye porque quer uma vida diferente da vida no orun. O aiye é imprevisível e sensorial, mas, temporário. Quando morremos voltamos ao orun.

Por esta razão é que explico que o conceito do que é certo ou errado ou do que é permitido e tolerado é relativo. A existência no aiye é um paralelo a vida no orun, é temporária e as pessoas buscam a novidade e imprevisibilidade.



O conhecimento teológico da religião está contido em um largo conjunto de versos que contam histórias. É através de metáforas e parábolas que o conhecimento é transmitido.


Além desses versos existem mitos regionais que, também através de histórias, transmitem os fundamentos religiosos, os valores, a ética e a moral. Por fim, existem cantigas e estrofes (chamadas de orikis) que complementam essas informações.

As tradições da Diáspora criaram seus próprios mitos ou versões dos mitos originais para compensar a dificuldade no acesso à literatura original.

Esse corpo literário é equivalente aos livros da bíblia cristão ou mesmo ao Corão do Islã.

O povo Yoruba não tinha língua escrita, somente falada, até os meados do século XX. Este conhecimento teológico fazia parte da cultura do povo e era transmitido oralmente. O processo do escravagismo prejudicou muito a manutenção deste conhecimento, devido às guerras e a morte dos mais velhos nos navios. Os mais novos não tinham armazenado o conhecimento necessário.

Colonizadores europeus criaram uma representação escrita para a lingual, tonal, que era falada, permitindo um longo e lento trabalho de recuperação e documentação deste conhecimento. A falta do registro escrito prejudicou demais a cultura e religião Yoruba. Em termos teológicos prejudica até hoje devido à dificuldade em conhecer, transmitir e discutir a religião. Em ter os históricos a religião Yoruba ainda está no que seria o período pré-bíblia impressa da religião católica.



A religião Yoruba é iniciática. Apesar da abrangência universal da sua teologia, que não condiciona sua prática para nenhuma etnia, existem liturgias e cerimônias para estabelecer ou reforçar a ligação das pessoas com o divino, entre o mundo natural e o espiritual. Essas liturgias estão ligadas ao conceito de axé e por conseguinte ao equilíbrio da pessoa.


Muitas religiões também são iniciáticas. O catolicismo é a mais conhecida, a pessoa somente faz parte da religião se passar pelas cerimonias de batismo e comunhão.

A iniciação na religião Yoruba, tem vários níveis e finalidades. Nem todos necessitam ser sacerdotes, existem posições intermediárias. O objetivo das iniciações e liturgias é sempre o mesmo. Dotar o individuo das melhores condições e instrumentos para ele poder atingir os objetivos de sua vida. Além disso o corpo sacerdotal assume o compromisso de ajudar a outros indivíduos a realizarem seu destino.

Dessa maneira podemos dividir as liturgias e iniciações em 2 grupos principais. O primeiro é aquelas voltadas para beneficiar os indivíduos na sua busca por felicidade e realização. O segundo são as que preparam pessoas para ajudarem essas pessoas, do primeiro grupo a atingirem isso.

Enquanto o primeiro grupo beneficia o individuo, o segundo permite ao individuo beneficiar a sociedade que ele pertence. A plenitude da religião e seus benefícios práticos não são alcançados sozinhos. A religião se pratica em comunidade.

Esta é uma religião de família e comunidade, acima de tudo. Tudo é feito em grupo e existem muitos intermediários. O indivíduo é muito importante, como eu já disse, ele está no centro de tudo, mas, sozinho ele não chega a lugar algum. Para ter sucesso ele precisa da ajuda de muitos. Este exemplo está largamente documentado no corpo literário da religião, nos versos de ifá.

Não existe a relação solitária do individuo com deus. Os orixás, os vários, são os intermediários entre o individuo e deus, Olodumarê. Nada chega a deus sem a ação dos orixás e mais, não recorremos somente a um. Recorremos a todos e todos podem nos ajudar.

Os orixás, por sua vez, para se tornarem presentes no mundo natural necessitam dos seus sacerdotes, os eleguás. A presença do orixá, uma divindade no mundo natural é através da incorporação nos seus sacerdotes.

Também serão os sacerdotes que farão as liturgias de transferência de axé, a energia de Olodumarê, entre seres viventes, de todos os reinos. Axé é vida e força. Os sacerdotes transmutam axé dos elementos da terra para trazer equilíbrio. às pessoas. O axé não surge do nada, ele foi colocado por Olodumarê em cada ser vivente, animal, vegetal ou mineral e somente desses materiais pode ser obtido.

Desta maneira, para que a religião possa ser praticada e atue no benefício das pessoas são necessários sacerdotes. Os sacerdotes são preparados através de um longo processo iniciático e também de aprendizagem.

O indivíduo é o centro da religião, mas, somente através a comunidade é que a religião pode ser praticada em sua plenitude e eficácia. Uma andorinha sozinha não faz um verão. Tudo nesta religião é resultado do trabalho de muitas pessoas.

Tudo nessa religião inspira ao equilíbrio. O individuo é o foco, mas, os resultados e a prática da religião é uma ação comunitária. Não existe como referência a pessoa sozinha rezando para deus. A pessoa pede aos orixás e a prática da religião é uma atividade comunitária.

Como eu citei, para que pessoas sejam beneficiadas pela religião é necessário o trabalho de um grande grupo de pessoas que além de cuidar de sua vida, se dedicam a ajudar às outras pessoas.



O clero da religião Yoruba é uma estrutura formal, ampla e bastante hierarquizada. Existem cargos e especializações. O núcleo do clero se restringe ao microcosmo do Ile axé ou casa de orixá, mas o dirigente da casa responde ao seu iniciador, criando assim uma corrente hierárquica que vai até a casa matriz.


Não existe uma organização formal supra-casa de orixá. A organização geral é religiosa e baseada nos vínculos iniciáticos. A pessoa deve satisfação do que faz e como faz para a pessoa que o iniciou. Durante toda sua vida voltará a esta pessoa para realizar liturgias. A prática da religião na sua casa deverá seguir os padrões definidos pela casa de quem o iniciou e qualquer mudança devera ser autorizada.

Este princípio cria uma estrutura hierárquica piramidal típica, entre as casas até a casa matriz. Esta regra estrutural é bem clara e plenamente reconhecida por todas as pessoas, mas, muito desrespeitada na prática.

Intra-casas a estrutura é similar, mas, agora, mesmo na prática, plenamente respeitada. A figura principal de uma casa é o babalorixá. Abaixo dele existem cargos funcionais e honoríficos distribuídos entre os iniciados da casa. Uma casa tem inciados com formação completa, em formação, os não iniciados e os simpatizantes.

A hierarquia é definida pelo tempo de iniciação, idade e cargo na estrutura. Os cargos são tipicamente funcionais e necessários para o correto funcionamento da casa devido as inúmeras atividades que são necessárias para manter esta religião iniciática em funcionamento.



A religião estabelece um código de conduta baseado em valores, ética e moral. Este código é transmitido através do corpo literário, os versos de ifá e é bastante pragmático, direcionando a pessoa para uma vida correta consigo mesmo e útil para a sua família e comunidade. Não existe pecado contra o divino contra deus e os orixás. O que existe é o erro contra as pessoas, a família e a comunidade.


O conceito do que é certo ou errado é distinto do existente na moral cristã, isso faz muitos acreditarem que esta é uma religião sem pecados. Sim, não existe o conceito de pecado contra o divino ou contra uma lei divina. Existe o erro que você comete contra sua vida e às demais pessoas.

Toda pessoa presta conta de seus atos a deus, a Olodumarê. Isso quer dizer que existem parâmetros que definem o que é certo e errado. Em função de sua vida a pessoa pode, após sua morte, ir para uma parte do orun destinada as pessoas boas ou uma parte destinada a pessoas ruins. Pessoas ruins poderão ter como consequência a perda do vínculo familiar com sua linhagem, poderão também serem condenadas a voltar a vida como animais.

Boas pessoas receberão no Orun as bênçãos de uma boa vida e também o que é mais importante a lembrança dos seus descendentes que vão cultuá-los.

O mais grave erro que uma pessoa pode cometer é prejudicar outra pessoa a atingir o destino dela, o destino que ela pediu a deus. Esta é uma falta muito grave.

Não existe o paradigma do sempre certo versus o nunca errado, a nossa vida é a soma disso. A sombra e a luz são criações de deus, o bem e o mal também. O mal equilibra o bem, nunca se pode estar bem demais ou mal demais.

A ética, a conduta e a utilidade para a sociedade são valores absolutamente importantes, contudo a importância que se dá para o ganho ou perda é que é relativo. Ganhar ou perder fazem parte da vida. Um ganha e outro perde. Os papéis se invertem o tempo todo, mas, ao fim da vida a pessoa presta contas a Olodumarê sobre o que fez na sua vida. Todos prestamos conta de nossos atos e realizações. A avaliação de Olodumarê é o que pesará no seguimento de nossa existência.



A religião tem um processo de incorporação no qual a energia do Orixá se apropria do corpo do iniciado. É através desta incorporação que o Orixá se manifesta no mundo natural para ajudar às pessoas. Esta manifestação ocorre em pessoas iniciadas para isto e não tem como finalidade a comunicação, que na religião é feita pelo oráculo.


Este é um assunto mais complicado. Não posso deixar de abordá-lo, mas, não acho que vale a pena me estender nele. Em relação a tudo o que foi falado sobre a religião este é o tema menos relevante. Os demais são mais importantes para entender e explicar a religião.

Sim, existe a manifestação do Orixá no mundo natural através da incorporação em pessoas especialmente preparadas para isso. É um momento importante, cativante, que reforça a fé das pessoas na religião, que mostra para elas que elas não rezam para o silêncio e que como esta na teologia, deus, Olodumarê, responde a elas através dos Orixás.

A incorporação significa para o crente que tudo aquilo que falamos é verdade, que ela não está sozinha no mundo e que o divino, deus e os orixás, estão o tempo todo às assistindo e zelando. Nada é mais doce e mais terno do que abraçar um orixá. Orixá é puro amor e ao nos encontrarmos com eles reconhecemos o sentido do que fazemos.

A incorporação é a materialização da fé. As pessoas acreditam, rezam, louvam e agradam orixás. Os orixás em retorno se manifestam para as pessoas mostrando que eles não são pensamentos e sim divindades reais e presentes.

Este é o significado maior da incorporação do orixá em um momento de festa. No candomblé os orixás vem ao mundo natural em um momento festivo, cercados de música, canto e dança. Esta é a imagem que os orixás querem que as pessoas tenham deles. As pessoas se alegram, festejam e dançam junto com os orixás. A comunhão com o divino não é um momento sisudo ou de medo. É um momento alegre e divertido.

Os orixás não possuem imagens ou figuras no candomblé.

Os orixás não incorporam para falar ou dar consultas no candomblé. A comunicação com os orixás é feita através do oráculo. O candomblé não tem nada a ver com a umbanda, na umbanda as incorporações são o centro da religião e os guias incorporam para se comunicar com as pessoas. Entretanto este não é o modelo do candomblé.





NOTAS

Como expliquei o candomblé é heterogeneo, não é uma coisa única, eu falo aqui sobre a religião de origem Yoruba e por conseguinte do candomblé ligado a ela. Possivelmente na outra religião e no candomblé ligado a ela as coisas sejam diferentes, mas cabe a eles falarem deles.

Muitos podem observar que a prioridade que dou a assuntos é diferente. Os Orixás são uma parte da religião, importante sem dúvida, mas não o todo. A religião os contêm mas eles não são a religião. No dia a dia as pessoas falam de coisas muito confusas e misturadas, o meu texto não foi feito para essa confusão e sim para acabar com ela.