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sábado, fevereiro 29, 2020

Entendendo a religião do Candomblé e Ifá - pt.4 - O cosmo metafísico yorùbá

  Entendendo a religião do Candomblé - pt 4

O cosmo metafísico yorùbá










Este desenho retirado do livro “African Cosmos” mostra uma visão bastante ampla da metafísica do cosmo yorùbá com quase tudo que eu já mencionei aqui. Ele insere a divindade Oxumarê (Òṣùmàrè) com a importância devida, retratada mesmo no Dahomey como a serpente que envolve o mundo e garante sua proteção, é a ligação entre o órun (Ọ̀run) e o Àiyé.

Esta figura retrata bem o equilíbrio e a metafísica do cosmo yorùbá. Lembro que no meio dos dois mundos, entre os dois mundos, está Ifá e o opón (Ọpọ́n Ifá) fazendo a ligação para as mensagens celestiais e o axé (àṣẹ) de Olódùmarè.

É importante ressaltar que, no ponto de vista do culto de Ifá, o opón (Ọpọ́n Ifá) é parte integrante do modelo e por isso tratado como um instrumento sagrado.

No contexto religioso yorùbá, somente quando tratamos sob o ponto de vista de Ifá é que surge de fato uma tríade importante: Órunmila (Ọ̀rúnmìlà)Olódùmarè – Exú (Èṣù). Somente na visão metafísica de Ifá é que essa trindade tem importância e relevância. No culto de orixá (Òrìṣà) o que vamos encontrar é orixá (Òrìṣà) e Exú (Èṣù).

Sob o ponto de vista do culto de orixá (Òrìṣà) essa representatividade da tríade não ocorre e isso explica a razão da inicial oposição a existência de Olódùmarè, como deus distante o culto de orixá (Òrìṣà) podia reconhecê-lo mas sua presença não era tão significativa como a que encontramos nos versos de Ifá.

Em Ifá, pelo contrário, só encontramos nos versos Órunmila (Ọ̀rúnmìlà), Exú (Èṣù), Olódùmarè, Eégún, ajé (Àjẹ́) e personagens comuns. A presença e participação dos orixá (Òrìṣà) existe, mas, não é constante, eles refletem bastante a humanidade doas divindades com arquétipos de comportamentos humanos.

Vamos decompor esse grande diagrama em partes para entender melhor a metafísica do cosmo.

Por que entender a proposta metafísica da religião é importante?

 

Vamos entrar agora na parte mais abstrata e criativa das religiões que é o seu modelo metafísico e filosófico. Eu peço a atenção de todos para isso porque entender isso é compreender a religião.
 
Para que precisamos de uma religião?

Essa é a pergunta mais importante.

De onde vem deus?

Essa é outra pergunta importante.

Vou tentar abordar isso antes de falar sobre esta religião.

A primeira coisa é, de onde vem deus? Sem dúvida deus vem do coração das pessoas, ele está dentro de nós porque o conceito de uma divindade superior existe em toda a face da terra e sempre existiu em toda a história da humanidade. Os homens sempre criaram um deus para os proteger.

Deus não é uma criação artificial, ele não foi inventado e depois copiado como uma boa ideia por um monte gente. Coisas artificiais duram um tempo, depois elas desaparecem mesmo que durem um pouco.

Deus surge em todo lugar, eu digo que não existe ateu que resista a uma dificuldade a um desespero, nessas horas todo mundo vira religioso.

Como eu disse, ao longo de todo a face da terra, nos lugares mais ermos e em toda escala de tempo, deus sempre surge ou ressurge. Isso ocorre de forma natural. Deus está no coração das pessoas.

A religião não é deus, sem dúvida, a religião é o manual de instruções de deus para nossa vida, para usarmos ele, deus, para acessarmos o supernatural, para buscarmos o divino. Na religião se concentra o conhecimento do mistério do que não conhecemos.

Cada um pode ter uma fé própria em deus, mas isso não adiciona nada a você ou a sua vida. Você apenas vai crer em algo que concorda com você em tudo e não te ensina nada, também, nunca e contraria. Não existe ganho em ter um deus pessoal, esta é uma fé que não envolve o mistério.

O mundo natural nós descobrimos e controlamos através da ciência, ela representa aquilo que a gente vê e toca. Podemos com a ciência antecipar e planejar o que vai acontecer. A ciência não envolve a fé.

Mas além do nosso conhecimento existe o mistério, o que não conhecemos e para usar o mistério você precisa da fé religiosa.

A fé, para os que têm dúvida do que seja, se materializa quando duas partes creem uma na outra sem reservas e agem baseado nesta confiança.

A fé, é uma experiência humana fundamental, ela existe entre as pessoas e se prolonga para as demais coisas da vida como os mistérios e religiões. Ter fé, crer, é uma condição de existir do convívio humano.

Segundo J.B. Libano (2004, 15):


“A verdadeira experiência de fé humana exige de quem crê um gesto de entrega e daquele em que se crê a verdade de sua existência, a veracidade de seu ser. A fé é sempre bilateral. De um lado ha a entrega; de outro, a aceitação merecida. Portanto a fé humana se opõe a ilusão, ao engano, a mentira, ao mito, à superstição”.

O contrário da fé é o medo. A fé sem retorno, na qual apenas você dá e nada recebe de volta é a fé cega.

De acordo com a sabedoria do povo indiano, o homem trilha aquele caminho espiritual que por vocação é o seu, seja o do conhecimento (jnâna), o da devoção (bhakti) ou o da ação (karma), caminhos esses que não são mutuamente excludentes.

De acordo com a tradição católica, o homem pode seguir a via de Marta (da ação) ou a via de Maria (contemplação, com devoção ou sapiência).

A fé não tem nada a ver com a ciência ou com o conhecimento, são coisas distintas e não exclusivas.

Ter fé é uma capacidade humana e se dedicar ao conhecimento, a sapiência ou racionalidade (como dizem os indus e católicos) não o tira do caminho da fé religiosa ou espiritual.

Quando você tem fé humana você tem a capacidade de confiar em outras pessoas, de dedicar sua vida, acreditar nos seus atos, aguardar suas mudanças e, principalmente, crer que pode esperar sempre o melhor desta pessoa.

Esta é a fórmula mágica e máxima da fé. Acreditar que você sempre pode esperar, sem medo e sem dúvida, o melhor do outro. Pessoas de fé não tem medo de outras pessoas, não tem medo do futuro.

A fé humana. Como eu disse, é a base para todas as demais, você não terá fé religiosa se não acreditar nas pessoas.

A fé religiosa te permite crer no mistério, no desconhecido no não mensurável. Quando atingimos o limite de nossa inteligência, o que nos permite ir além e acima é a fé religiosa. É ela que nos permite explorar o mistério, o não conhecido, o que usamos e somos beneficiados mas não compreendemos completamente.

O círculo de viena1 representou no século XIX a expressão da ideologia do racionalismo contra o mistério. Todo o campo religioso é reduzido ao secular e contido nele, não mais poderia haver a expansão no pensamento religioso para a vida das pessoas e a religião deveria estar contidas nas paredes da igreja.

A partir do iluminismo a humanidade abandonou o seu lado místico em favor da ciência e da racionalidade, na verdade, ela se renovou porque estava àquela altura intoxicada por uma fé cega que lhe trazia o malefício. Podemos compreender que a humanidade foi a certa altura asfixiada pelo pensamento sacro, mas a mudança disso foi bastante radical e tornou a crença religiosa em superstição.

O homem deixa deus para trás e somente passa a confiar naquilo que ele mesmo pode realizar, ele passa a ser o seu próprio deus.

Mas apesar disso as religiões não acabaram. Mesmo em países socialistas onde foi perseguida a religião sempre sobreviveu. Não houve doutrina que impedisse que deus estivesse no coração das pessoas.

A perda para a humanidade foi não poder contar mais com o supernatural, não crer que o supernatural podia beneficiá-lo e também de criminalizar a magia.

Assim hoje, frente a um mundo onde todo o conhecimento está disponível ser religioso significa acima de tudo ser uma pessoa esclarecida. O mundo é cruel demais, duro demais para que você seja uma crente ingênuo. Para ser religioso você deve abraçar com vigor e violência sua fé, senão ela não se sustentará.

Neste sentido o que entender a metafísica de uma religião acrescenta a sua vida? Tudo.
A vida na verdade é um mistério, viver e nascer são mistérios, onde surge a centelha da vida, onde surge a nossa alma, o que nos dá vida, o que nos diferencia de um pedaço de carne cheio de proteínas? A vida é um mistério.

Não é importante você entender como a religião explica o surgimento do mundo, sua gênese, isso não acrescenta nada, é romance. O que precisamos entender é como a religião propões a nós entendermos o mundo, nossa vida, nossa participação nele, nosso destino final.

O modelo metafísico da religião é o que explica nossa relação com ela e a troca que vamos ter com isso. Também explica qual a proposta que a religião tem para nós como seres humanos, o que ela propõe que sejamos ou nos comportemos.

Mais que tudo o que ela nos dá em troca dessa dedicação, como falei, fé é uma via de duas mãos, de um lado tem uma pessoa que crê e de outro quem merece isso. Você dá e recebe de volta.

De maneira bem objetiva e sem romance, eu vejo que em qualquer religião temos que entender as seguintes propostas:

  • Como é a teogonia e qual a relação que temos que estabelecer com o divino. No núcleo disse esta a explicação de, por que temos que ter uma relação com o divino.
    Isso significa conhecer a que tipo de liturgia e rotinas temos que nos submeter e o papel delas em nossa vida e na relação com o divino.

  • Quais as propostas ética e morais que a religião nos traz para nós e entender o que isso nos beneficiará como pessoa.
  • O que a religião oferece para nós em relação ao supernatural. O que recebemos dela, não podemos ter uma relação com a religião na qual apenas temos que dar e nos submeter sem que isso nos retorne.
  • Qual o sentido de nossa existência. Entender o contexto de existência mudará a forma como conduziremos nossa vida.
É uma lista pequena, pretensiosa, mas objetiva. Não adianta eu escrever 10 páginas aqui e no fim você não entender nada.

A proposta metafísica é onde a religião começa, o resto, deriva disso. Você tem que entender o modelo da religião para a vida para então adotar essa visão.

O que você não pode é se submeter a uma religião que te promete deus quando você morrer, ou que exija que você passe o dia todo se submetendo a deus e se humilhando e que não te mostre nada em troca, nada que seja superior.

Uma religião tem que fazer você uma pessoa melhor consigo mesmo e com o mundo todo, iniciando por sua família e sociedade. Todo o mundo deve se beneficiar de sua religião, deus não tem preconceito com ninguém. Uma religião não cria privilégios, ela distribui amor.

Você não pode se envolver e se casar com uma pessoa sem antes conhecer ela profundamente e se identificar com ela. É o mesmo com a religião. Religião não pode significar submissão.

Deus não precisa de súditos. Deus não precisa de seguidores. Deus não precisa de oferendas. Deus não precisa de obediência. Deus não pode ser egoísta ou raivoso ou vingativo. Deus não pode esperar de você atos ruins contra ninguém, você não pode semear a infelicidade.

Os católicos tem uma coisa que eu gosto muito de repetir, isso não faz parte desta religião yorùbá, mas como estou falando de fé religiosa e religião vou usar.

Existem 3 virtudes teologais que temos que ter: Fé; Esperança e Caridade.

Temos que ter fé que deus nos protege em nossa vida, temos ter fé que sempre podemos contar com ele. A fé é a base de nossa relação humana e religiosa.

Temos que ter esperança, porque caso nossa vida não esteja boa ou estejamos infelizes temos que ter a esperança que vamos superar os nossos problemas.

Temos que ter caridade, porque deus nos ama, a todos e se deus nos ama, então se fizermos o bem a alguma pessoa estaremos agradando a deus, fazendo aquilo que ele espera de nós.




As divindades






 

Esse diagrama bem simplificado serve como uma primeira visão.

Os yorùbá entendem que as divindades se dividem em forças da direita (do bem) e as da esquerda(do mal). Segundo textos existem 401 divindades da direita e 201 divindades da esquerda.

Esse número é irrelevante com um número absoluto.

Os yorùbá não tem aritmética, assim 200, para eles representa não 200 unidades e sim uma quantidade muito grande, o significado é adjetivo, 200 é um adjetivo para muitos.
O número 1 adicionado, resultando em 201, significa que podem ter mais, outros podem se adicionados, que o número não é estático. O número 400 significa então outro adjetivo, significa que é muito mais ainda.

Desta maneira existem muitas divindades da esquerda, porém existem muito mais na direita, o bem é muito mais do que o mal.

Nas forças do bem temos:

  • Os orixá (Òrìṣà)
  • Os ancestres – egúngún
  • Os anjos guardiões – Enikeji (ou Orí)
Os dois primeiros possuem cultos especiais e são os mais importantes no contexto da religião, porque, os orixá (Òrìṣà) e os ancestres, tocam em todas as pessoas e comunidades.

O terceiro não possui um culto distinto, mas, faz parte de todos os cultos, o Orí é o conceito mais importante para tratar a individualidade de todas as pessoas e seu culto e liturgias permeiam os cultos de orixá (Òrìṣà) e Ifá.

Os orixá (Òrìṣà) são os enviados de Olódùmarè para cuidar de nossa vida no Àiyé, eles poderiam ser descritos como arcanjos, anos de hierarquia superior do culto cristão. A função dos orixá (Òrìṣà) como ministros de Olódùmarè, representantes do seu poder para sustentar nossa existência no Àiyé, será amplamente mostrada quando explicarmos o mito que está nos versos do Odù Oxé-otuwa.

Os egungun são os espíritos dos vivos que já voltaram para casa, para o órun (Ọ̀run). Os egungun representam no modelo religioso a celebração da vitória, o triunfo do espírito humano sobre a morte. Além disso eles ligam o presente com o passado, são um elo temporal de continuidade e perenidade. A presença dos egungun junto aos vivos, na sociedade yorùbá, através do culto de egungun, permite que os vivos encarem o futuro com esperança.

Uma família yorùbá típica é estendida e compreende ambos, os vivos e os que já partiram, promovendo com isso a integração entre a visão do mundo natural, o Àiyé e o órun (Ọ̀run), um como continuidade de outro.

O culto egungun funciona como um unificador social, promovendo relações cordiais entre os vivos e entre os vivos e os mortos como se fossem parte do mesmo contexto.
Temos então mais uma tríade que é a relação Ori-orixá-egungun.

Ori traduzindo a ligação do indivíduo com o supernatural, os orixá (Òrìṣà) como a ligação de Olódùmarè e os seres vivos e os egungun a ligação dos seres vivos no Àiyé e os que já partiram para o órun (Ọ̀run).

Esta é a tríade mais importante e traduz de forma muito eficiente o papel da religião junto a sociedade.

Como força intermediária temos ajé (Àjẹ́), as feiticeiras. Observe que este é um conceito relativo. Ajé (Àjẹ́) pode ser nesse modelo tratado como força neutra porque e algumas situações pode beneficiar pessoas e ser uma fora punitiva condicional, mas, o seu principal comportamento é sempre ser prejudicial as pessoas, como Verger define é uma fora que traz o equilíbrio impedindo que alguém seja beneficiado pelo bem em excesso.

Dentro dessa religião, não encontro nenhuma referência ou indicação para que ajé (Àjẹ́) receba pelas pessoas um tratamento preferencial. Ajé (Àjẹ́) é algo que pertence as feiticeiras, não é trazida para o nosso convívio sob a forma de oferendas ou assentamentos. Ela é evitada, aplacada ou combatida e quem a usa será sempre uma pessoa malévola.

Alguns autores fazem essa referência de ser uma força neutra ou mesmo que pode trazer o bem. Eu, nunca vi isso. Em tudo o que eu lí, sempre traz o mal, a perda, a morte e a destruição.

Lamento muito pelas pessoas que caem no conto do vigário de pessoas inescrupulosas que vendem iniciações e assentamentos de ajé (Àjẹ́) para leigos e incautos. Isso não traz o bem, apenas o mal. 

 Nas forças completamente negativas temos os Ajogun, que são os espíritos do mal que causam os problemas na vida no Àiyé, são eles, entre outros, a morte, a doença, a perda, a paralisia, a maldição, o feitiço, a praga, o aprisionamento.

Não existe possibilidade de alguma pessoa entender os Ajogun como diferente de uma força absoluta negativa.

Observem que o termo orixá (Òrìṣà) não define todas as divindades do órun (Ọ̀run), do supernatural. Orixá (Òrìṣà) define as divindades que estão ligadas aos serem humanos, que existem para nos proteger e das quais nós somos ligados através de sua essência (vou falar sobre isso quando falar sobre a construção da individualidade).

Orixá (Òrìṣà) é o espelho das características humanas em deus, Olódùmarè, ou seja é sua manifestação de humanidade que serve de modelo para que nós humanos possamos entender o que deus espera de nós. Também é parte do compromisso de deus com nossa vida, com nosso sucesso e felicidade.

As demais divindades recebem o nome de inrumolé (Irúnmọlẹ̀) ou Imolé (Imọlẹ̀). Inrumolé (Irúnmọlẹ̀) é um nome que cobre todas as divindades, inclusive as que são orixá (Òrìṣà). Orixá (Òrìṣà) é assim um tipo especial de inrumolé (Irúnmọlẹ̀).

No orun (Ọ̀run), desta forma, além das almas perenes das pessoas, existem muito mais divindades, sendo que divindades são de fato uma manifestação do próprio Olódùmarè uma extensão de sua natureza e poder, uma forma dele se manifestar.

Repetindo para deixar claro, no contexto teogônico, vamos ter divindades, inrumolé (Irúnmọlẹ̀) que lidaremo e que não são orixá (Òrìṣà). Os orixá (Òrìṣà) são aquelas que receberam a designação divina de suportar a vida humana no Àiyé.

No nível do Àiyé, do mundo natural, estão os seres humanos, a natureza (pedras, ervas, árvores, oceanos, rios e outros) e os animais.

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1foi o nome como ficou conhecido um grupo de filósofos que se juntou informalmente na Universidade de Viena de 1922 a 1936. Em reuniões semanais procuravam reconceitualizar o Empirismo a partir das novas descobertas científicas e demonstrar as falsidades da Metafísica. O Círculo de Viena era composto por cientistas que, apesar de atuarem em várias áreas como física, economia, etc., buscaram resolver problemas de fundamento da ciência, problemas estes levantados a partir do descontentamento com os neokantianos (seguidores de Kant) e os fenomenólogos (seguidores de Hegel). Schlick, por exemplo, tentou mostrar o vazio dos enunciados sintéticos a priori, de Kant. E por duas vias: - Se os enunciados têm uma verdade lógica, então eles são analíticos e não sintéticos; - Se a verdade dos enunciados depende de um conteúdo factual, eles são, portanto, a posteriori e não a priori.


CONTINUA EM PARTE 5



PRÓXIMOS TEXTOS

- O MODELO METAFISICO YORUBA PARA O BEM E O MAL

- O EQUILIBRIO E A CONCILIAÇÃO ENTRE O BEM E O MAL TEOLOGICO


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